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Hipertensão Arterial Sistêmica

Hipertensão arterial sistêmica é uma alteração (elevação) dos níveis normais da pressão arterial. Normalmente não deve exceder de 140 para a máxima e 90 para a mínima, devendo-se mante-la entre 100 a 135 para a máxima e 60 a 85 para mínima. A pressão arterial é hoje, a principal responsável pela maioria das incapacidades laborativas e da mortalidade  da população adulta. As cifras acima de 140 x 90 mmhg, fazem com que a medida, que não é tratada, ocasione lesões em órgãos importantes para a manutenção da vida, como coração (infartos, insuficiência  cardíaca, arritmias), rins (insuficiência renal), cérebro (AVCI e AVCH), além de outros órgãos como olhos (lesiona a artéria oftálmica, levando a um déficit visual e até cegueira), circulação arterial periférica (claudicação intermitente e trombose arterial podendo levar o membro afetado a amputação), etc. 

Algumas peculiaridades devem ser mencionadas para quebrar paradigmas existentes hoje na sociedade em geral:

  1. A aferição de uma única PA elevada, não é suficiente para afirmar que o paciente é hipertenso;

  2. Não se pode afirmar que determinada medicação não esta fazendo efeito desejado com apenas uma aferição alta; dai a importância da realização do M.A.P.A.;

  3. Não existe relação, clinicamente falando, de que medicamento x não faz mais efeito em determinado indivíduo por ele já  tomando determinado medicamento há muito tempo. O que realmente existe é que poderá estar ocorrendo uma maior resistência vascular em consequência de uma evolução da doença primária, assim como (e muito frequentemente) o não cumprimento de todas as medidas e observações feitas pelo médico assistente como a adoção de uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e cereais e pobre em fast food e comidas industrializadas, a perda de peso e a realização de atividades físicas no mínimo 4 vezes por semana (40 minutos por dia);

  4. O uso de medicamento prescrito a outras pessoas, com a finalidade de tratar sua hipertensão (essa observação serve para qualquer patologia), por ter dado certo com elas. Para um tratamento eficaz, se faz necessário um estudo do paciente como um todo, analisando seu perfil lipídico, considerando sua idade, sexo, raça, a presença ou não de outras patologias como insuficiência renal, doenças cardíacas, diabetes mellitus, doenças da tireoide, AVCs, uso de outras drogas concomitantes, etc.; 

  5. Suspensão da medicação porque o "objetivo de controle da PA foi alcançado". É comum observarmos a suspensão do medicamento, pelo simples fato de que a PA encontra-se em níveis tensionais normais. Isso é falso. A simples suspensão da medicação poderá em pouco tempo, elevar novamente a pressão arterial ao ponto de trazer os mesmos malefícios de antes. Só um Cardiologista está habilitado a fazer qualquer modificação ou suspensão do medicamento, sem trazer problemas à saúde do paciente a médio prazo

  6. A supressão temporária do uso de medicamento, para ingerir álcool, por si só, já pode concorrer para uma elevação da PA. A ausência da ação do medicamento associado aos efeitos do álcool, pode trazer problemas adicionais ao paciente. Porém, se o medicamento é administrado longe do uso do álcool, é preferível que não interrompa a medicação, mas deverá consultar seu cardiologista a respeito da interação daquele medicamento com o uso de bebidas alcoólicas.



Para refletir:

"Pois, que diz a Escritura? creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, aquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." Rm 4: 3 a 5